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MACUNAÍMA, de Joaquim Pedro de Andrade, BRASIL-RJ, 1969, 105 min.

maio 20, 2010

O Benedita Cineclube exibe no sábado, 22 de maio o longa-metragem Macunaíma. O filme é uma adaptação do romance de Mário de Andrade pelo cineasta Joaquim Pedro de Andrade (1932-1988), autor de outras obras importantes do cinema brasileiro. (http://www.imdb.com/name/nm0207029/).

Com a adaptação da rapsódia de Mário de Andrade, Macunaíma inova a estética do movimento cinemanovista ao incorporar elementos da chanchada, através da atuação de Grande Otelo, e transfigurar fatos da vida política, que invadem o relato épico das andanças de seu protagonista entre figuras da mitologia popular brasileira. Filme emblemático do final da década de 1960, Macunaíma atualiza o legado do Modernismo e estabelece a tão buscada relação do Cinema Novo com o grande público. (fonte: Programadora Brasil)

No elenco estão atores como Grande Otelo, Paulo José, Jardel Filho, Milton Gonçalves, Dina Sfat, Rodolfo Arena e Joana Fomm.

Sinopse

Macunaíma é a história de um anti-herói, ou “um herói sem nenhum caráter”, nascido no fundo da mata virgem. De preto vira branco e troca a mata pela cidade, onde vive incríveis aventuras, acompanhado de seus irmãos. Na cidade, segue um caminho zombeteiro, conhecendo e amando a guerrilheira Ci e enfrentando o vilão milionário, Venceslau Pietro Pietra, para reconquistar o amuleto que herdara de Ci, o muiraquitã.

Ficha Técnica

Direção: Joaquim Pedro de Andrade
Roteiro: Joaquim Pedro de Andrade – Baseado no romance de Mário de Andrade
Assistente de Direção: Carlos Alberto Prates Correia
Elenco: Grande Otelo, Paulo José, Jardel Filho, Milton Gonçalves, Dina Sfat, Rodolfo Arena, Joana Fomm
Empresa(s) Co-produtora(s): Filmes do Serro, Grupo Filmes, Condor Filmes
Produção Executiva: K. M. Eckstein
Direção de Produção: Chris Rodrigues
Direção Fotografia: Guido Cosulich
Montagem/Edição: Eduardo Escorel e Mair Tavares
Cenografia: Anísio Medeiros
Figurino: Anísio Medeiros
Edição Som: Rivaton
Sound Designer: Juarez Dagoberto Costa e Walter Goulartx

Classificação: 12 anos

Sábado, 22/5 às 16h no Espaço Cultural Sinhá Prado – Av. Virgílio de melo Franco, 481 – Cambuquira-MG

Entrada Franca!

CAVALINHO AZUL, dir Eduardo Escorel, BRASIl-RJ, 1984

abril 25, 2010

cena de Cavalinho Azul, de Eduardo Escorel

O mês de maio no Benedita Cineclube começa com uma sessão para o público infantil.

No próximo sábado, 1º/5, às 16h serão exibidos CAVALINHO AZUL, longa-metragem de Eduardo Escorel, 1984, 94 min e PORTINHOLAS, curta produzido por 150 alunos da rede municipal de ensino de fundamental de Vitória-ES, 2003.

Trata-se do programa 9 da Programadora Brasil que reuniu filmes inspirados na literatura, na pintura e no teatro brasileiro voltados para o público infanto-juvenil e que homenageiam grandes autores do gênero a partir das suas obras: Portinholas, do livro homônimo da escritora Ana Maria Machado, é o resultado de um projeto realizado com 150 crianças da rede pública, pelo Instituto Marlin Azul/Projeto animação, em Vitória- ES. As crianças criaram e animaram o curta que, como no livro, faz uma viagem ao mundo das artes através da pintura de Portinari. O Cavalinho Azul, filme em longa metragem de Eduardo Escorel, baseou-se na peça homônima, escrita pela teatróloga infantil Maria Clara Machado. A obra de Escorel, realizada em 1984, já é considerada um clássico do cinema infantil.

O CAVALINHO AZUL

Sinopse

Era uma vez um menino, chamado Vicente, que tinha um cavalo, para seus pais, um velho pangaré marrom, bem feio e magro. Para Vicente, um lindo cavalo azul. Passando dificuldades, os pais vendem o pangaré para comprar mantimentos. Recuperar ser cavalinho azul é a missão e a aventura de Vicente.

Ficha Técnica

Direção: Eduardo Escorel

Roteiro: Sura Berditchevsky e Eduardo Escorel

Elenco: Pedro de Brito, Ana Cecília Guimarães, Alby Ramos, Carlos Wilson, Ariel Coelho, Breno Moroni, Renato Consorte, Joana Fomm, Nelson Dantas, Carlos Kroeber, Bia Nunes, Maria Clara Machado e Erasmo Carlos.

Empresa(s) Co-produtora(s): Cinefilmes Ltda
Produção Executiva: Eduardo Escorel e Breno Kuperman
Direção de Produção: José Arthur Swartz
Coordenação de Produção: Sonia Faerstein
Direção Fotografia: José Tadeu Ribero
Montagem/Edição: Gilberto Santeiro
Direção de Arte: Maurício Sette
Sound Designer: Virgínia Flores

PORTINHOLAS

Sinopse

Maria Luiza, uma adolescente de 14 anos, descobre no livre “Portinholas” e nos quadros de Portinari o encantamento da vida e do mundo da arte.

imagem do curta Portinholas

Ficha Técnica

Direção: 150 alunos da rede mun. de ensino de fundamental de Vitória – ES
Roteiro: 30 alunos da rede mun. de ensino fundamental de Vitória
Elenco: Vozes: Meiryelle do Rosário e Glecy Coutinho
Empresa(s) Co-produtora(s): Instituto Marlin Azul
Produção Executiva: Beatriz Lindenberg
Direção de Produção: Lucia Caus
Coordenação de Produção: Babriela Nogueira
Montagem/Edição: Ana Rita Nemer e Beatriz Lindenberg
Direção de Arte: Os Alunos
Técnico de Som Direto: Kiko Miranda
Edição Som: Kiko Miranda
Sound Designer: Kiko Miranda
Descrições das Trilhas: Alunos do Projeto Vale Música – Orquestra Jivem e congo na Escola

Outros curtas coordenados pelo Instituto Marlin Azul e desenvolvidos pelos alunos das escolas de Vitória já foram exibidos na MOSCA – Mostra Audiovisual de Cambuquira (www.mostramosca.com.br), como Albertinho, Vitória para mim, Ele e Encontro em Marte.

Prêmios

-IV Festival Brasileiro Estudantil de Animação – Animarte (RJ) – 2005 – 3º Lugar Júri Profissional/ Ensino Médio/Fundamental
-26º Festival de Havana (Cuba) – 2004 – Menção Honrosa
-Cine-Pe – Festival do Audiovisual (PE) – 2004 – Melhor Trilha Sonora Original e Prêmio Especial do Júri/Animação
-FAM – 8º Florianópolis Audiovisual Mercosul (SC) – 2004 – Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Animação em Curta-Metragem de 35mm
-27º Festival Guarnicê (MA) – 2004 – Menção Honrosa

CRÍTICA – Cavalinho Azul

Viagem fantástica pelo universo infantil , por Januário Guedes

O filme O Cavalinho Azul, feito no início dos anos 1980, conserva sua vitalidade estética e o seu interesse narrativo duas décadas depois. Baseado em peça teatral de Maria Clara Machado, autora, diretora e professora de atores do teatro dito ?infantil?, encanta gente de todas as idades. Nas mãos do diretor Eduardo Escorel, este clássico da dramaturgia brasileira transforma-se em cinema da melhor qualidade. Privilegiando a invenção, o filme é um périplo narrativo, ou seja, uma viagem pelo imaginário mítico de uma criança. O roteiro opta por se expressar como esse imaginário e não sobre ele. O resultado é uma obra em que o universo infantil é explicitado em toda a sua complexidade e inocência. Neste universo, podem se misturar, por exemplo, conhecimentos de geografia adquiridos na escola com uma outra geografia ?mental? (que só existe na cabeça do personagem principal, Vicente), o que, nos dias de hoje, poderia ser entendido como um espaço virtual.

O garoto Vicente vive em um sítio no interior e é muito apegado a um cavalo usado em serviço por seu pai. Inconformado com a venda do animal, sai pelo mundo à sua procura. Mundo imaginário, como aquele do circo que encontra no caminho, com uma garota espectadora chamada Maria (que se torna sua amiga), um palhaço boa-praça e músicos-vilões que o acompanham. Nas aventuras atrás do fantástico cavalinho azul, inventado por sua fértil imaginação, Vicente encontra outros personagens pelo caminho, como a Fada (seria uma feiticeira), representada pela própria Maria Clara Machado e o Cowboy. Toda a história é narrada por João de Deus, encarnação do próprio Deus, que intervém no transcurso da narrativa, conduzindo Vicente ao final de sua busca imaginária.

Como complemento do programa, o curta-metragem Portinholas surpreende pela inventividade de seus autores e o curioso de seu enredo. É uma animação, feita por 150 crianças de escolas públicas de Vitória (ES), participantes de oficinas de cinema. O filme é inspirado no livro do mesmo nome, escrito por Ana Maria Machado, e ilustrado por telas do pintor Cândido Portinari. Narra, misturando cenas reais, a história de uma garota que, cansada da violência que vê na televisão, mergulha literalmente no espaço do livro e da pintura de Portinari, caminhando por suas telas que representam o universo infantil, com tudo que tem de encantamento e beleza.

fonte: Programadora Brasil