Posts Tagged ‘adaptação literária’

O CORPO e O HOMEM NU

agosto 13, 2011

Nas próximas semanas o Benedita Cineclube exibe duas consagradas comédias brasileiras que dialogam com a literatura. O CORPO parte de um conto de Clarice Lispector, e O HOMEM NU, de novela de Fernando Sabino. Imperdível!

O Benedita Cineclube fica no Espaço Cultural Sinhá Prado – Av. Virgílio de Melo Franco, 481 – Cambuquira-MG

Entrada Franca!

BICHO DE SETE CABEÇAS e O PROFETA DAS CORES

junho 2, 2010

O mês de junho no Benedita Cineclube começa com outra adaptação literária. No próximo sábado, 5 de junho, às 16h será exibido o premiadíssimo filme Bicho de 7 cabeças, de Laís Bodanzky, que em 2007 lançou Chega de Saudade e está em cartaz com As Melhores Coisas do Mundo.

O Profeta das Cores é o curta de Leopoldo Nunes que completa o programa sugerido pela Programadora Brasil.

“Duas histórias que têm em comum o desacerto das relações entre pais e filhos e os caminhos tortuosos que são levados a percorrer. O longa-metragem “Bicho de sete cabeças” é inspirado em fatos reais vividos por Austregésilo Carrano Bueno e contados em seu livro “Canto dos malditos” (1993). Na trama central, o equívoco do pai e da família, que leva o jovem a uma experiência trágica em manicômios. Lançado em 2001, permaneceu oito meses em cartaz nas salas de cinema, atingindo 450 mil espectadores. O documentário “O profeta das cores” – que integrou a pesquisa de Laís Bodanzky para a realização do longa “Bicho de sete cabeças” – conta a história de Antonio Nascimento Silva, cujo destino é ainda mais complicado: 20 anos entre orfanato, juizado, casas de detenção, manicômios. Até ser livre e encontrar na pintura a sua forma de expressar o absurdo da condição humana que sofreu.”

O BICHO DE SETE CABEÇAS, dir. Laís Bodanzky, 2001, ficção, 88 min.

Sinopse

Neto é um jovem estudante de segundo grau de classe média baixa. Ele não suporta a presença do pai. O pai não se interessa pelo mundo do filho. O vazio entre eles cresce a cada dia. A distância é instransponível. A comunicação termina gerando atitudes radicais, que acabarão colocando Neto atrás dos muros de um manicômio.

Ficha Técnica

Direção: Laís Bodanzky
Roteiro: Luiz Bolognesi
Direção de Atores: Sérgio Penna
Elenco: Rodrigo Santoro, Othon Bastos, Cássia Kiss, Jairo Mattos, Caco Ciocler, Luis Miranda, Valéria Alencar,Altair Lima e Linneu Dias, Gero Camilo e Marcos Cesana
Empresa(s) Co-produtora(s): Buriti Filmes; Gullane Filmes; Dezenove Som e Imagem; Fabrica Cinema – Itália
Produção: Sara Silveira e Marco Müller
Produção Executiva: Maria Ionescu e Fabiano Gullane
Direção de Produção: Caio Gullane
Direção Fotografia: Hugo Kovensky
Montagem/Edição: Jacopo Quadri e Letízia Caudullo
Direção de Arte: Marcos Pedroso
Técnico de Som Direto: Romeu Quinto
Edição Som: Silvia Moraes
Trilha musical: André Abujamra / Canções: Arnaldo Antunes / Produção Musical: Pena Schmidt para P.S Prods / Participação Especial : Zeca Baleiro

fotos, prêmios, trailer e outras informações: http://www.bichodesetecabecas.com.br/

O PROFETA DAS CORES, dir. Leopoldo Nunes, 1995, documentário, 28 min

Sinopse

Institucionalizado desde os 3 meses de idade, Antonio da Silva Nascimento passou sua vida em orfanatos, reformatórios, prisões e manicômios, ganhando a liberdade aos 42 anos de idade, após uma reclusão de 17 anos no Manicômio Judiciário de Franco da Rocha. Nas ruas, morando sob pontes e catando papelão, Antonio descobre a pintura. Intitula-se o Profeta das Cores e logo torna-se unanimidade de público e crítica, exorcizando a consciência histórica da civilização em seus golpes coloridos contra telas e muros.

Ficha Técnica

Direção: Leopoldo Nunes
Roteiro: Leopoldo Nunes
Depoimentos: D. Guilhermina da Silva, Daniel Firmino , Prof. Tarcílio , Fernando Marques, Dr. Élio, D. Zenith, Kiko Artesão, Beto – Bettus
Empresa(s) Co-produtora(s): Techné
Direção de Produção: Wagner Carvalho
Direção Fotografia: Cleumo Segond
Montagem/Edição: Reinaldo Volpato
Técnico de Som Direto: Márcio Jacovani
Descrições das Trilhas: Sérgio Basbaum e Ly Sarkis


Crítica
A intolerância que vira loucura – Marcelo Miranda

A urgência da câmera como testemunha dos fatos é a principal característica de linguagem dos dois filmes deste programa – o curta-metragem documental O Profeta das Cores, de Leopoldo Nunes, e a estréia de Laís Bodanzky em longa com a ficção Bicho de Sete Cabeças. Em ambos, temos personagens considerados de exceção na sociedade: no primeiro, o artista plástico saído do manicômio; no outro, o jovem enviado pelo pai a uma clínica de tratamento psiquiátrico depois de ser flagrado como usuário de maconha.
Tanto Nunes quanto Bodanzky tentam expressar angústias e dores através de planos aproximados de cada um deles e daqueles que os rodeiam. Em Bicho de Sete Cabeças, o procedimento é evidente no primeiro “passeio” do protagonista Neto (Rodrigo Santoro) pelo pátio do manicômio onde está confinado. Ali, junto com os olhos de Neto, o espectador toma contato com o ambiente fétido e deprimente, em que o ser humano não parece se diferenciar muito de um animal maltratado. No filme de Nunes, imagem semelhante provoca menos choque, mas existe quase o mesmíssimo movimento de câmera enquadrando internos da clínica no intuito de nos tornar íntimos daquele universo.
A relação de afeto dos realizadores em relação a seus retratados é outra semelhança forte entre os filmes. No Bicho…, especificamente, Bodanzky não julga Neto pelos seus atos, preferindo o registro realista e pouco determinista das ações do rapaz. Se ele passa os horrores que nos chegam via imagens trepidantes e cada vez mais incômodas no jeito como a diretora filma, isso não se deve a um “castigo” imposto a Neto. Sua trajetória depende menos das escolhas da cineasta enquanto instância narrativa do que da autonomia dada aos personagens dentro da realidade do filme. O pai do garoto (Othon Bastos) é mostrado como homem duro e repressivo, mas Bodanzky lhe permite ao menos uma cena de entrega humanista – justamente o último plano do filme, com Neto e o pai sentados numa calçada, absolutamente despedaçados depois de todo o sofrimento.
São instantes como esse que tornam Bicho de Sete Cabeças um trabalho notável. A particularidade de se assumir como filme-denúncia a respeito da situação manicomial no Brasil fica secundária em vista do talento de Bodanzky na construção dessa mesma denúncia. Significa dizer que, acima de querer expor uma situação-limite, a diretora se impõe como cineasta e desenvolve discurso próprio e tipicamente cinematográfico, acreditando, logo de princípio, na força da história enquanto enredo.
A presença de Rodrigo Santoro é fundamental no mergulho de linguagem feito por Bodanzky. O corpo do ator dentro do quadro, e o jeito como Laís o filma, delimitam um trabalho de expressão corporal que transmite, várias vezes sem muitas palavras, os sentimentos de Neto: desobediência quando foge correndo dos gritos do pai portão afora; raiva quando lança para o alto pratos e talheres da clínica; desespero ao ser preso depois de uma tentativa de fuga; desilusão ao tentar se suicidar. Nos movimentos e gestos de Santoro reside a alma de Bicho de Sete Cabeças.

***

Classificação: 14 anos

Sábado, 5/6 às 16h no Espaço Cultural Sinhá Prado – Av. Virgílio de melo Franco, 481 – Cambuquira-MG

Entrada Franca!

A MARVADA CARNE, de André Klotzel e ALMOÇO EXECUTIVO, de Marina Person e Jorge Espírito Santo

maio 25, 2010

Ótimas comédias estão no programa do próximo sábado, 29/5, 16h no Benedita Cineclube.

A Marvada Carne (1985), primeiro longa de André Klotzel, teve sua estréia no Festival de Cannes/Semana da Crítica, e foi vencedor entre outros tantos prêmios, de 9 kikitos no Festival de Gramado.

O filme é como uma homenagem ao universo da cultura caipira, vista aqui num embate com a cultura da cidade. Adaptação de uma peça teatral de Alfredo Soffredini, A Marvada Carne também recorre à mitologia brasileira ao colocar em cena figuras como o Saci e o Curupira. É considerada uma das comédias mais divertidas do moderno cinema brasileiro.

Comportamentos urbanos também estão em pauta em Almoço Executivo, curta assinado pela dupla Jorge Espírito-Santo e Marina Person (que em 2007 lançou seu primeiro longa, o documentários PERSON, sobre a obra de seu pai, o cineasta Luís Sérgio Person). O curta parte de um fato corriqueiro para realizar uma comédia de humor imprevisível.

A MARVADA CARNE, André Klotzel , SP, 1985, ficcão, 77 min

Sinopse

Nhô Quim vive lá nos cafundós em companhia do cachorro e da cabra de estimação. Aquela vidinha besta no meio do mato não dá pé e ele resolve cair no mundo e procurar a solução para duas questões que o incomodam: arranjar uma boa moça para o casório e comer a tal carne de boi, um desejo que fica ruminando sem parar dentro dele. Nas suas andanças, Nhô Quim vai dar na casa de Nhô Totó, cuja filha está em conflito com Santo Antônio, que não anda colaborando para ela arranjar um bom marido. E logo Nhô Quim descobre que o pai da moça tem um boi reservado para a ocasião do casamento da filha. Será este o momento para Nhô Quim realizar seus dois maiores desejos?

Elenco

Fernanda Torres, Adilson Barros, Dionísio Azevedo, Geny Prado, Regina Casé, Tonico e Tinoco, entre outros.

Ficha Técnica

Direção: André Klotzel

Roteiro: André Klotzel e Carlos Alberto Soffredini

Produção: Cláudio Kahns / Tatu Filmes

Música: Rogério Duprat

Fotografia: Pedro Farkas

Direção de Arte: Adrian Cooper

Figurino: Maísa Guimarães

Montagem: Alain Fresnot

Imagens, prêmios e outras informações sobre o filme: http://www.tatufilmes.com.br/portfolio/marvada/marvadaimagens.htm

ALMOÇO EXECUTIVO, Jorge Espírito-Santo e Marina Person , SP, 1996, ficção, 14min.


Sinopse

Durante um almoço em um restaurante com mesas na calçada, cinco amigos são testemunhas do tumulto que se estabelece por causa de uma vaga de estacionamento, envolvendo uma BMW e um caminhão de obra.

Elenco

Cazé Peccini, Malu Bierrenbach, Tatiana Soares, André Abujamra, Ary França, Fábio Saltini, Chris Couto, Astrid Fontenelle, Zeca Camargo, José Guilherme Campos

Ficha Técnica

Direção e Roteiro: Marina Person e Jorge Espírito Santo

Produção: Sara Silveira

Direção de Produção: Caio Gullane

Fotografia: Jacob Solitrenick

Direção de Arte: Billy Castilho

Montagem: Cristina Amaral

Som: Fabiano Gullane, Tide Borges, Lia Camargo

Música Original: André Abujamra



MACUNAÍMA, de Joaquim Pedro de Andrade, BRASIL-RJ, 1969, 105 min.

maio 20, 2010

O Benedita Cineclube exibe no sábado, 22 de maio o longa-metragem Macunaíma. O filme é uma adaptação do romance de Mário de Andrade pelo cineasta Joaquim Pedro de Andrade (1932-1988), autor de outras obras importantes do cinema brasileiro. (http://www.imdb.com/name/nm0207029/).

Com a adaptação da rapsódia de Mário de Andrade, Macunaíma inova a estética do movimento cinemanovista ao incorporar elementos da chanchada, através da atuação de Grande Otelo, e transfigurar fatos da vida política, que invadem o relato épico das andanças de seu protagonista entre figuras da mitologia popular brasileira. Filme emblemático do final da década de 1960, Macunaíma atualiza o legado do Modernismo e estabelece a tão buscada relação do Cinema Novo com o grande público. (fonte: Programadora Brasil)

No elenco estão atores como Grande Otelo, Paulo José, Jardel Filho, Milton Gonçalves, Dina Sfat, Rodolfo Arena e Joana Fomm.

Sinopse

Macunaíma é a história de um anti-herói, ou “um herói sem nenhum caráter”, nascido no fundo da mata virgem. De preto vira branco e troca a mata pela cidade, onde vive incríveis aventuras, acompanhado de seus irmãos. Na cidade, segue um caminho zombeteiro, conhecendo e amando a guerrilheira Ci e enfrentando o vilão milionário, Venceslau Pietro Pietra, para reconquistar o amuleto que herdara de Ci, o muiraquitã.

Ficha Técnica

Direção: Joaquim Pedro de Andrade
Roteiro: Joaquim Pedro de Andrade – Baseado no romance de Mário de Andrade
Assistente de Direção: Carlos Alberto Prates Correia
Elenco: Grande Otelo, Paulo José, Jardel Filho, Milton Gonçalves, Dina Sfat, Rodolfo Arena, Joana Fomm
Empresa(s) Co-produtora(s): Filmes do Serro, Grupo Filmes, Condor Filmes
Produção Executiva: K. M. Eckstein
Direção de Produção: Chris Rodrigues
Direção Fotografia: Guido Cosulich
Montagem/Edição: Eduardo Escorel e Mair Tavares
Cenografia: Anísio Medeiros
Figurino: Anísio Medeiros
Edição Som: Rivaton
Sound Designer: Juarez Dagoberto Costa e Walter Goulartx

Classificação: 12 anos

Sábado, 22/5 às 16h no Espaço Cultural Sinhá Prado – Av. Virgílio de melo Franco, 481 – Cambuquira-MG

Entrada Franca!

VIDA DE MENINA, dir. Helena Solberg, BRASIL-RJ, 2005

maio 6, 2010

No próximo sábado, 8 de maio, às 16h00 o Benedita Cineclube exibe VIDA DE MENINA, de Helena Solberg. Classificação livre.

O longa-metragem é uma adaptação dos diários de Helena Morley, pseudônimo de Alice Dayrell Caldeira Brant. Sob a perspectiva dessa menina de 13 anos, o filme exibe um panorama intimista da vida cultural e familiar da cidade de Diamantina em seu período de decadência econômica nos fins do século XIX. Sentimental, mas sem concessões à pieguice, Vida de menina não é apenas um grande filme de época, repleto de cenas marcantes e bem realizadas, mas também o resgate de uma importante obra literária que encantou personalidades como Guimarães Rosa e Elizabeth Bishop.

Vida de menina acompanha três anos (1893-1895) da vida da adolescente Helena, em um momento crítico de sua vida, quando começa a lutar para conquistar sua liberdade e integridade. Tendo como pano de fundo um Brasil que acaba de abolir a escravatura e proclamar a República, a jovem começa a escrever o seu diário, revelando seu universo e um país que adolesce junto com ela. É nesse diário que Helena debocha e desmascara as pretensas virtudes alheias, procurando não perder sua alegria infantil de viver e reinventando o mundo à sua maneira.

TRAILER

CRÍTICA

Questionando um país jovem e contraditório

por Neusa Barbosa

A crônica cotidiana de um país que acaba de proclamar a República mas disfarça mal a opressão de sua grande população negra, apesar da abolição formal da escravidão, salta das páginas do diário de Helena Morley, pseudônimo literário de Alice Dayrell Caldeira Brant, que é a protagonista por trás do livro Minha vida de menina – O diário de Helena Morley (Companhia das Letras, 1998). Escrito entre 1893 e 1895, e admirado por escritores como Guimarães Rosa e Carlos Drummond de Andrade, o texto inspira Vida de menina, primeiro filme de ficção da documentarista Helena Solberg, que tão criativamente radiografou a figura de Carmem Miranda em Bananas is my business (1995).
Quase 110 anos transcorreram entre a escritura do livro, publicado pela primeira vez em 1942, e o filme de 2004, que traduz a notável permanência de tantos dilemas da adolescência e da condição feminina, independente de tempo e lugar. A menina Helena revela-se uma contestadora cujo espírito a Diamantina provinciana, carola, isolada, moralista e decadente de sua época não conseguem aprisionar.
No contexto de um país em transição naquele final do século 19, aparentemente nada acontecia na cidade mineira, tão ignorante da recente descoberta do cinema quanto da Teoria da Evolução de Charles Darwin. A modorra reflete o esgotamento da mineração de ouro e diamantes, que já garantira a riqueza da região, mas que agora decreta a falência de Alexander Morley (Dalton Vigh), o pai da menina, obcecado em extrair ainda algum resultado de uma lavra estéril.
Na resignação silenciosa da mãe, Carolina (Daniela Escobar), a essa insana obstinação do marido e também ao domínio do irmão Geraldo (Camilo Bevilácqua) nos negócios da família materna, Helena flagra a posição subalterna das mulheres, de que ela intuitivamente se ressente. Como também identifica as contradições que cercam a posição social dos negros em seu ambiente. Ex-escravos, eles continuam agregados na grande casa da avó, Teodora (Maria de Sá), nominalmente livres, mas cidadãos de segunda classe, até espiritualmente. O pai de Helena garante-lhe que, depois da morte, ela não irá para o “céu dos africanos”. Em sua visão, a separação por raças contamina a alma e prossegue, irredimível como um pecado original, até depois da vida.
Um Brasil jovem e contraditório, encharcado dessas violências sociais e conflitos nunca resolvidos, encontra eco nessa menina se tornando mulher, que a tudo olha com curiosidade, acumulando em seu diário não observações sociológicas, certamente, mas reflexões sinceras de um coração descompromissado que anunciam uma pré-feminista. Um diário que é, aliás, uma espécie de antecipação do blog atual, território que tem se mostrado apto a essa mesma espontaneidade juvenil.
A própria herança cultural inglesa – Helena é neta de um médico britânico – torna-se para ela outro foco de desequilíbrio e choque. As lições de etiqueta da tia Madge (Loló Souza Pinto), e suas instruções de como andar pelas ruas de terra batida portando uma sombrinha para evitar o sol, reforçam o sentimento de inadequação. E são também um retrato vivo do confronto entre uma cultura europeia resistente a abrir mão de seus preconceitos e penduricalhos e o desconfiado despojamento caipira do Brasil rural de mais de um século atrás.

 

FICHA TÉCNICA

Direção: Helena Solberg
Roteiro: Elena Soárez, Helena Solberg
Elenco: Ludmila Dayer, Daniela Escobar, Dalton Vigh, Camilo Bevilacqua, Lígia Cortes, Maria de Sá, Lolô Souza Pinto, Benjamin Abras, Luciano Luppi
Empresa Produtora: Radiante Filmes Ltda.
Produção: David Meyer
Produção Executiva: David Meyer
Direção de Produção: Marcelo Ferrarini
Direção Fotografia: Pedro Farkas
Operador de Câmera: Rodrigo Toledo
Iluminador: Pedro Farkas
Fotografia de Cena : Beatriz Perrella
Montagem/Edição: Diana Vasconcellos
Estúdio Montagem/Edição: Afinal Filmes
Direção de Arte: Roberto Mainieri
Cenografia: Roberto Mainieri
Figurino: Marjorie Gueller
Produção de Arte: Luciana Lamounier
Maquiagem: Lu de Moraes
Cabeleireiro: Bob Paulino
Técnico de Som Direto: Paulo Ricardo Nunes
Edição Som: Filmosonido
Mixagem: Filmosonido
Estúdio Som: Filmosonido
Autor da Trilha: Wagner Tiso
Descrições das Trilhas: Panis Agelicus, Jardim Secreto, Flor do céu Biribiri, Luizinha, Carnaval e Castelos, Sinos, Laschia qu’io Pianga (Handel), É a ti, flor do céu

Fonte: Programadora Brasil