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TÔNICA DOMINATE, de Lina Chamie e o curta SOFIA, de Alexandre Franco

abril 22, 2010

24 de abril, às 16h no Benedita Cineclube

SINOPSE

Três dias na vida de um jovem musicista.
No primeiro dia, o personagem passa por uma situação de solidão e fragilidade.
No segundo dia, o que era para ser um evento agradável acaba se transformando num pesadelo.
No terceiro dia, o jovem finalmente encontra a plenitude através da música.

Com
Fernando Alves Pinto
Vera Zimmermann
Carlos Gregório
Vera Holtz

Participação especial:
Sérgio Mamberti
Walderez de Barros
Carlos Moreno
Livio Tragtenberg

Roteiro e Direção: Lina Chamie
Produção Executiva: Zita Carvalhosa e Patrick Leblanc
Direção de Produção: Eliane Bandeira, Maria Ionescu e Caio Gullane
Direção de Fotografia: Kátia Coelho
Montagem: Paulo Sacramento
Edição de Som: Ana Chiarini e Eduardo Santos Mendes
Direção de Arte: Ana Mara Abreu
Figurino: Marjorie Gueller

ENTREVISTA COM LINA CHAMIE no site MNEMOCINE


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No mesmo dia 27, será exibido também o curta SOFIA, de Alexandre Franco.

SINOPSE

Sofia vive em um pequeno apartamento com o namorado e ensaia frequentemente com uma banda. Desencantada em seu cotidiano, um novo músico gera a expectativa de solucionar sua crise.

FICHA TÉCNICA

Roteiro/Direção: Alexandre Franco
Produção: Oscar R. Júnior  e Deici Dias
Montagem/Fotografia: Bernardo Garcia
Direção de Arte: Camila Martins
Som: Breno Furtado
Direção de Atores: Luíz Cudo

Elenco:
Débora Rossetto
Marcello Trigo
Igor Lima

Críticas e mais informações sobre SOFIA no blog: http://www.sofiacurta.blogspot.com/

DURVAL DISCOS dir. Anna Muylaert, BRASIL, 2002

abril 14, 2010

17 de abril no Benedita Cineclube

SINOPSE

Solteirão, com jeitão de hippie, tem uma loja de discos e ainda mora com a mãe. Com a chegada do CD, recusa-se a vendê-los, mantendo-se fiel ao vinil. O inesperado aparecimento de uma menina mudará para sempre as vidas de Durval e de sua mãe dominadora, mostrando que tudo na vida tem um lado A e um lado B, como nos LPs.

Ficha Técnica

Direção e roteiro: Anna Muylaert
Elenco: Ary França, Etty Fraser, Mariza Orth, Isabela Guasco, Letícia Sabatella, Rita Lee
Empresa Produtora: Dezenove Som e Imagens e África Filmes
Produção Executiva: Sara Silveira e Maria Ionescu
Direção de Produção: Caio Gullane
Direção Fotografia: Jacob Solitrenick
Montagem/Edição: Vânia Debs
Direção de Arte: Ana Mara Abreu
Figurino: Marisa Guimarães
Técnico de Som Direto: Romeu Quinto e Geraldo Ribeiro
Edição Som: Miriam Biderman
Mixagem: Jose Luiz Sasso
Trilha Musical: André Abujamra.

TRAILER

MAKING OF

BETE BALANÇO

abril 4, 2010

No próximo sábado, dia 10 de abril, sempre às 16h, o Benedita Cineclube exibe Bete Balanço.

O longa-metragem de estréia de Lael Rodrigues é o primeiro de uma trilogia composta por Rock Estrela e Rádio Pirata deu voz a geração oitentista do rock nacional: Barão Vermelho, Lobão, Banda Brylho, Manhas e Manias, Celso Blues Boy e Metralhatxeka. Cultuado na época do seu lançamento por um público sedento por consumir rock numa era pré-MTV e anterior à popularização do vídeo-clipe, o filme é conduzido pela batuta musical de Irapuã Jardim (direção de gravação) e Roberto de Carvalho (mixagem). Além da cena musical brasilera da chamada “década perdida”, o filme recupera também imagens da cidade do Rio de Janeiro pós-ditadura e pós-desbunde que marcaram os anos 80. A capital carioca é apresentada como um cartão postal que ultrapassa o fundo para as ações dos personagens e se apresenta como uma verdadeira personagem da trama.

SINOPSE

Bete é uma garota de Governador Valadares, recém aprovada no vestibular e cantora eventual do bar da cidade. Liberada na relação sexual com o namorado, curte teatro e sonha com um espaço maior para o seu prazer, na batalha do trabalho e da vida. A música atrai Bete para o Rio de Janeiro, pouco antes de completar 18 anos. Tudo o que experimenta, então, é uma inevitável sucessão de coisas boas e más.

O filme tem no elenco Débora Bloch, Lauro Corona, Maria Zilda, Diogo Vilela, Hugo Carvana, Arthur Muhlenberg, Jessel Buss, Duse Nacarati, Eleonora Rocha, Marcus Vinicius, Cláudio Moreno, Andréa Beltrão, Cláudio Baltaf, Lobão e os Ronaldos, Metralhatxeca e Celso Blues Boy.

Participação especial: Maria Zilda, Cazuza e Barão Vermelho.

FICHA TÉCNICA

Título: Bete Balanço
Duração: 72 min e 0 seg.
Ano: 1984
Cidade: Rio de Janeiro UF(s): RJ País: Brasil
Gênero: Ficção / Subgênero: Suspense

Classificação indicativa: 14 anos

EQUIPE

Direção: Lael Rodrigues
Roteiro: Lael Rodrigues e Yoya Wurch
Empresa(s) Co-produtora(s): CPC – Centro de Produção e Comunicação Ltda.
Produção: Carlos Alberto Diniz
Produção Executiva: Tizuka Yamazaki
Direção de Produção: Walter Schilke
Direção Fotografia: Edgar Moura
Montagem/Edição: Lael Rodrigues
Direção de Arte: Yurika Yamasaki
Trilha original: Cazuza e Roberto Frejat

“Quem tem um sonho não dança”
por Glênio Nicola Povoas.

Mesmo com um roteiro simples, este é um dos raros filmes brasileiros a buscar diálogo com público na faixa dos 18 anos, e por isso foi muito importante para os jovens da época. A trama melodramática apresenta alguns temas com sensibilidade, como a homossexualidade, na relação entre Bete e Bia; ou a do amigo Paulinho. Também procura engajamento social com a história das fotos do linchamento num Brasil pós-Abertura. Bete Balanço funciona também como espelho da geração 80 e seus modismos, expressões, desejos, sonhos.

Débora Bloch interpreta o papel-título. Este foi o seu segundo filme; antes trabalhou em Noites do Sertão (1984). Por sua participação nos dois foi escolhida a melhor atriz de 1984 pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Lobão, que naquela época era acompanhado d’Os Ronaldos, aparecem cantando “Me chama”. E o Barão Vermelho participava em sua formação original: Cazuza – voz, Roberto Frejat – guitarra, Dé – baixo, Guto – bateria, Maurício Barros – teclado. Cazuza também é ator do filme, interpretando o personagem Tininho, e com Frejat compôs especialmente duas canções para o filme: “Bete Balanço” e “Amor, Amor”, dois sucessos instantâneos, lançados em compacto simples (Som Livre) três meses antes da estréia do longa; a trilha completa saiu em LP (Som Livre, 1984).

O diretor Lael Rodrigues, paulistano de nascimento (1951), era mineiro de criação. Estudou arquitetura na Universidade de Brasília e cinema na Universidade Federal Fluminense. Da sociedade com Tizuka Yamasaki, Carlos Alberto Diniz, José Frazão e Mendel Rabinovich criou o CPC – Centro de Produção e Comunicação – que vai produzir filmes como J. S. Brown, o Último Herói (1978, Frazão) e Patriamada (1985, Yamasaki). Foi diretor de diversos curtas-metragens desde 1973. Montador de Se segura malandro (1978) e Bar Esperança (1983), ambos de Hugo Carvana ou de Gaijin, Caminhos da Liberdade (1980) e Parahyba Mulher Macho (1983), ambos de Yamasaki. Assina também a montagem de seu longa de estréia, Bete Balanço, grande sucesso de público desde o lançamento no Rio de Janeiro em 30 de Julho de 1984. Lael Rodrigues faleceu em 1989.

Fonte: Programadora Brasil


Fabricando Tom Zé

março 28, 2010

O músico Tom Zé é o primeiro personagem a aparecer na programação de abril do Benedita Cineclube. O ciclo Música e Contexto tem início com o documentário Fabricando Tom Zé, de Décio Matos Jr. que será exibido no próximo sábado, dia 3 de abril, às 16h.

O Filme
FABRICANDO TOM ZÉ (BRASIL, 2006, documentário, 89 min)  retrata a vida e obra de um dos mais controversos Tropicalistas.

Sem censura e de forma muito espontânea, ele conta como começou sua carreira na década de 60, fala abertamente do ostracismo nos anos 70 e de seu ressurgimento no início anos 90. O filme ainda conta com entrevistas de Gilberto Gil, Caetano Veloso, David Byrne e outros.

FABRICANDO TOM ZÉ revela porquê, aos 70 anos, Tom Zé ainda é considerado um músico de vanguarda, detentor de uma produção e de um estilo único e altamente original de fazer música.

Sobre Tom Zé

Tom Zé sempre disse que, por ser péssimo músico, precisou se reinventar e descobrir uma nova forma de fazer música. Pode parecer exagero, mas ele não estaria mais certo se tivesse uma opinião diferente de si próprio. Este baiano nascido em Irará, no Recôncavo Baiano, sempre foi um vanguardista. Em vez de querer se tornar um cantor ou músico como os outros, resolveu fazer a sua música. E esta música tão particular de Tom Zé nasce dos nada ortodoxos sons de enceradeiras, capacetes, soldas e tantos outros ‘utensílios’ que o ajudam a construir um universo musical único. Nem sempre suas criações são compreendidas e aceitas pelo público, críticos e próprios músicos. Mas quando calha de ser compreendido, Tom Zé recebe o título de um dos músicos mais brilhantes da música brasileira e mundial.

Pode parecer muito para este baiano que aprendeu a tocar violão na infância e começou a fazer suas primeiras canções inspiradas nos personagens e acontecimentos de Irará. Tom Zé chama estas primeiras composições de Imprensa Cantada. Tempos depois, já na adolescência, mesmo achando sua voz péssima para o canto, muda-se para Salvador, onde havia ganhado uma bolsa de estudos da Faculdade de Música da Bahia. É então que se inicia uma das fases mais ricas de sua vida, quando tem aulas com mestres como J.H. Koellreuter, Walter Smetak e Ernst Widmer.

É nesta mesma época que faz amizades que mudam sua vida e sua carreira. Entre os amigos, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Gal Costa, com quem monta o histórico Nós, Por Exemplo nº 2, no Teatro Castro Alves, em Salvador. Em 1968, é convidado por Caetano a se mudar para São Paulo, onde entra para o movimento Tropicalista. A partir daí, Tom ganha visibilidade e vence com a composição São Paulo, Meu Amor o festival de música mais importante do Brasil naquele tempo, o Festival da Canção da TV Record. Esta época de ouro da música brasileira também marcou o auge da ditadura militar. Os Anos de Chumbo acabaram por minar as forças criativas de muitos artistas e obrigaram Gil e Caetano a se exilarem no exterior. Logo após este período, Tom Zé, que ficou no país, passou por uma fase de esquecimento. Foi o preço que pagou por se manter fiel a seus ideais rebeldes. Este tempo de reclusão e sofrimento foi traduzido por ele em Todos os Olhos em 1973, álbum com o qual mandou seu recado de rebeldia à ditadura militar.

Mesmo com trabalhos magistrais, Tom Zé continuava longe dos olhos do grande público e subestimado por crítica e formadores de opinião. Mas o rumo de sua carreira, e de sua vida, mudou radicalmente no final dos anos 80, quando David Byrne, artista multimídia e líder dos Talking Heads, ‘descobriu’ Tom Zé. Em um exemplo clássico do provincianismo que faz com que um artista brasileiro só receba o reconhecimento merecido de seus compatriotas depois de ganhar o selo de qualidade no exterior, Tom Zé voltou a fazer sucesso no Brasil. Pelo seu selo, Byrne lançou a coletânea The Best of Tom Zé e os CDs The Hips of Tradition e Com Defeito de Fabricação. O músico, que comprou por acaso um álbum de Tom Zé em uma passagem pelo Rio de Janeiro, ainda lançou o álbum Post Modern Platôs, em que nomes como Sean Lennon, John McEntire (Tortoise) e Amon Tobin remixaram as músicas de Tom. A partir daí, Tom Zé fez shows em Nova York, Paris, Londres, entre outras cidades.

Mas a confirmação popular e definitiva da repercussão que sua carreira internacional exerceu no Brasil só se deu em 1999, durante o Abril Pró Rock em Recife. Em uma noite regada a shows de bandas de rock como Sepultura, o show de Tom Zé recebeu a maior ovação da história do festival, levando o público e artista às lágrimas. Desde então, sua obra vem sendo reconhecida de tal forma que Tom Zé já realizou desde composições de trilha sonora para apresentação do Grupo Corpo, atuou no filme Sábado, de Ugo Giorgetti e ganhou até mesmo uma surpreendente homenagem da equipe de nado sincronizado brasileiro nos Jogos Pan Americanos de Santo Domingo, que conquistou a medalha de bronze usando sua música como trilha musical.

Em 2003, Tom Zé foi mestre de cerimônias da noite brasileira do MIDEM em Cannes. No mesmo ano, lançou o disco Imprensa Cantada, um DVD do show Jogos de Armar e o livro Tropicalista Lenta Luta. Em 2004, a canção São Paulo, Meu Amor foi tema da campanha das comemorações dos 450 anos de São Paulo. Nada mais justo. Afinal, Tom Zé é o mais paulistano dos baianos e conseguiu sintetizar muito bem todo o “espírito” desta grande metrópole.

É o caráter único de sua criação e de sua trajetória que faz com que seja tão importante registrar a vida de Tom Zé, lançando mão de métodos heterogêneos para retratar este artista que tem como maior característica o “inusitado”, não apenas nas letras (por vezes líricas, outras vezes irreverentes e desconcertantes), mas, principalmente, na sua música e na forma experimental de se expressar. Tom quebra todos os parâmetros usuais e reinventa sons, lançando mão de ‘instrumentos’ nada comuns como eletrodomésticos, serrotes, buzinas. Faz sempre questão de criar uma atmosfera especial e contagiante em seus shows.

Aos 70 anos, Tom Zé esbanja vitalidade e é mais do que nunca um músico de vanguarda. Tanto que neste ano de 2007, Tom recebeu o Prêmio Shell de música, uma honra reservada a poucos. Seu estilo único é prova de que, como bem diz Byrne, “seu trabalho, novo e velho, ainda é completamente contemporâneo, não só no Brasil, mas em Nova York, Londres e Zurique.”

Equipe Técnica de Fabricando Tom Zé

direção: Décio Matos Jr.

roteiro: Décio Matos Jr., Matias Mariani, Omar Leite Jundi e Eliane Ferreira

produção: Décio Matos Jr., Matias Mariani, Omar Leite Jundi e Eliane Ferreira

co-produção: Patrick Siaretta

produção executiva: Eliane Ferreira, Matias Mariani

fotografia:Lula Carvalho

montagem:Letícia Giffoni

som direto: Aloysio Compasso

desenho de som: Beto Ferraz

mixagem: José Luiz Sasso

gravação de shows: Diego Guimarães

videografismo: Sofia Costa Pinto

música:Tom Zé

produtoras:Goiabada Productions / Spectra Mídia / Muiraquitã Filmes / Primo Filmes

distribuidora:Filmes do Estação

site oficial:http://www.fabricandotomze.com.br

Trailer



Programação de abril – Música e Contexto

março 27, 2010