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Clássicos na programação de setembro

agosto 30, 2010

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II Circuito Tela Verde no Benedita Cineclube

agosto 8, 2010

Nos mês de agosto, o Benedita Cineclube recebe os curtas do II Circuito Tela Verde http://circuitotelaverde.blogspot.com/.

As sessões acontecerão nas quintas-feiras: 12, 19 e 26/8 às 20h30, inaugurando o novo horário fixo do Benedita Cineclube. Segue abaixo a programação completa.

PROGRAMAÇÃO

12 de agosto, quinta-feira, 20h30

A Árvore da Vida – 10’41’’ – A carnaúba alimenta, veste e abriga o povo Tapeba há séculos. Hoje os grandes carnaubais estão na mão de posseiros. A Terra demarcada pela FUNAI ainda não foi homologada. É neste cenário conflituoso que o índio José Augusto parte todos os dias para tirar dos carnaubais o seu sustento.

BR nas Aldeias – 15’42’’ – A BR 22 corta a terra do povo Tapeba ao meio, trazendo risco de vida à comunidade e dificul- tando acesso às fontes de água. Sua ampliação é vista pelos não-índios como peça fundamental para o desenvolvimento do Estado do Ceará. Os Tapebas não são contra o desenvolvimento, mas acreditam que o mesmo deve respeitar o meio ambiente, a vida e cultura indígena.

Detetives do Rio – 7’04’’ – O que é meio ambiente? Qual a importância da água? Qual a história do rio Paraguai? O que as pessoas sabem sobre ele? O que eu sei sobre ele? Estes foram alguns dos questionamentos que guiaram as Oficinas de Educação Ambiental realizadas com um grupo de crianças brasileiras e bolivianas, alunas da Escola de Arte Moinho Cultural Sul-americano, no município de Corum- bá – Mato Grosso do Sul, lugar onde a água, representada pelo rio, é elemento bastante pre- sente na construção e organização do espaço geográfico regional. Este vídeo nos leva a uma breve viagem a esta realidade experienciada. Um breve relato, por meio de vídeos, fotos, desenhos e depoimentos, das percepções e interpretações que envolvem uma paisagem.

Jovens Lideranças Ambientais – 6’24’’ – Em um projeto aprovado pela ONU, jovens tentam mudar o meio ambiente em que vivem a partir de ações comunitárias e envolventes e se tornam lideranças na comunidade onde moram.

Não Mangue de Mim – 19’13’’ – Não mangue de mim narra a história da intricada relação de homens e orixás com o manguezal, berçário da vida marinha e substrato de cosmologias afro-brasileiras. Da lama do man- gue. Nanã molda diversas formas de vida; das águas do rio brota a bela Oxum e no encontro com o mar, reina majestosa Yemanjá. Em terra firme, moradores das regiões ribeirinhas celebram São Benedito com o Samba de roda e festejam um novo casal com o embarreiro, ritual coletivo de erguimento de casas de taipa, regado a muita feijoada, cachaça e can- toria. Mas as terras férteis e abundantes dos manguezais de Caravelas estão sendo visitadas por inescrupulosos que aí pretendem erguer uma grande indústria. Os moradores, ajudados pelo caipora e outros en- tes invisíveis, resolvem se erguer e dizer não. Não Mangue de Mim revela a um só tempo toda a força e delicadeza dos laços que unem as pes- soas entre si, em defesa de seu modo de vida, e o poder ou axé que essas lutas ganham quando abençoadas pelos seus orixás. Este filme é mais uma produção de vídeo independente ligado ao Cine Clube Caravelas, no extremo sul baiano.

Visitação ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros – 12’28’’ – O parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, criado em 1961, protege uma área de 65.514 ha. do Cerrado de altitude. São diversas for- mações vegetais; centenas de nascentes e cursos d’água, rochas com mais de um bilhão de anos, além de paisagens de rara beleza, com feições que se alteram ao longo do ano. O Parque também preserva áreas de antigos ga- rimpos, como parte da história local e foi declarado Patrimônio Mundial da Natural em 2001, pela UNESCO. Além da conservação, o Parque tem como objetivos a pesquisa científica, a educação ambiental e a visitação pública. A caminhada e banhos de cachoeira são as principais atividades no Parque, nas imensas paisagens da Cha- pada, numa viagem pelo Cerrado brasileiro em antigas rotas usadas por garimpeiros, que hoje são utilizados pelos visitantes, como fizeram os alunos do curso de Pedagogia da Universidade de Brasília.

19 de agosto, quinta-feira, 20h30

Da Margem ao Centro: o outro lado do desenvolvimento – 34’ – No foco do filme está a contraditória realidade das Baías de Sepetiba e da Ilha Grande, no Rio de Janeiro. O “progresso” tem colocado em risco cenários onde a natureza cultivou a beleza e o vigor das mais diversas formas de vida. A expan- são de grandes projetos privados tem colocado em risco di- reitos essenciais das populações. “Da margem ao centro – o outro lado do desenvolvimento” mostra de forma sensível a sabedoria e a simpatia de pessoas que resistem à poluição atmosférica, à contaminação das águas, ao extermínio da mata atlântica, dos manguezais e da fauna marinha. O filme denuncia, emociona e encanta ao provar que existe outro modelo de desenvolvimento possível.

Elos da Água – 9’ – O vídeo “Elos da Água” foi criado com o objetivo de sensibi- lizar autoridades, estudantes e público em geral, para o problema da diminuição da quantidade de água de nascentes, córregos e rios, provocada pela falta de planejamento no uso e ocupação do solo. O processo de recarga dos mananciais é apresentado de forma bastante didática, intercalando-se ilus- trações com entrevistas de especialistas e depoimentos da comunidade. Os municípios filmados são das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí- PCJ, mas trata-se de um problema que se estende por diversas regiões do Brasil e do mundo.

A Riqueza Cultural desde as Montanhas até o Sertão Mineiro 8’ – O Rio das Velhas carrega em si a história do Brasil Colônia, das explorações de ouro e pedras preciosas, da escravidão e da religiosidade. A bacia foi cenário inspirador de obras literárias como as de Guimarães Rosa. A Expedição Manuelzão desce o Rio das Velhas foi palco de riqueza cultural muito grande, presente da nascente à foz da bacia.

Histórias e “Causos” da Beira do Rio – 7’ – Durante quase trezentos anos, o Rio das Velhas foi a principal estrada de minas Gerais. A transmissão das lendas e das culturas antigas se re- alizavam às margens dos rios. Sua transmissão permanece até hoje por meio da história oral, passada de geração a geração.

O Patrimônio Natural e a Degradação do Rio – 8’ – Na expedição Manuelzão desce o Rio das Velhas, o Projeto Manuelzão assumiu o papel correspondente a uma agência de de- senvolvimento regional com eixo na gestão ambiental das águas e no desenvolvimento sustentável. Os caiaqueiros, seguindo a sua rota fluvial, executaram uma delicada costura entre os pólos municipais e as sub-bacias hidrográficas onde atua o Projeto Manuelzão. Foi verificado que a capital mineira, juntamente com sua região metropolitana, é a maior responsável pela poluição da Bacia do Rio das Velhas, principalmente por meio dos ribei- rões Arrudas e da Onça. Apesar do cenário negativo, a coordenação do Projeto acredita que é possível mudar.

Copos – 2’ 36’’ – O vídeo mostra um diálogo entre um copo descartável e um copo plástico, onde são contados os benefícios e malefícios de cada personagem dando ênfase ao desperdício do copo descartável.

Máquinas – 2’20’’ – O filme trata do caos do trânsito das grandes cidades. É um apelo à sociedade, mostrando a supremacia das máquinas, no caso, dos automóveis, em todos os lugares, ocupando o espaço das próprias pessoas.

26 de agosto, quinta-feira, 20h30

Até Quando? – 3’46’’ – Um homem acorda, de repente, e percebe que o planeta está morrendo. Quanto tempo ainda resta?

Comunidade Boca do Mamirauá: um pouco da nossa vida por nós mesmos… – 15’20’’ – O filme retrata alguns aspectos do cotidiano de uma comunidade ribeirinha da Amazônia, a maior floresta tropical do mundo. Os temas tratados são: a cheia de 2009, uma das experiências mais difíceis por que passaram desde que se fixaram no local; a mudança da sede do Chapéu da Palha, um espaço dedicado à venda do artesanato produzido na própria Comunidade; e por fim, a Rádio Comunitária, um importante instrumento de Comunicação para os ribeirinhos da região. Quem conta essa história são os próprios moradores da Co- munidade Boca do Mamirauá, que fica na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas.

Caminho das Águas – 22’07’’ – Panorama da água na natureza. 2-Como o Rio Grande do Sul gerencia suas águas. 3-Região hidrográfica do Rio Uruguai. 4-Região hidrográfica do Guaíba. 5-Região hidrográfica da bacia litorânea. 6-Como preservar os serviços ambientais?

A Era do Ouro – 13’18’’ – O ouro, sua febre, seu encantamento. Traz angústias, festas e perigos. Dragas que reviram rios pelo avesso; o ouro res-surge e traz a riqueza aparentemente fácil: rápido vem, veloz se vai e o aventureiro volta ao ponto de partida.

Mutum até Debaixo D’Água – 14’25’’ – A construção de uma barragem. Jovens empunham câmeras e realizam uma filme antes do alagamento: viram os olhos para seu próprio universo em busca de patrimônios perdidos, histórias escondidas e expectativas do futuro de uma cidade que em breve estará submersa.