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CAVALINHO AZUL, dir Eduardo Escorel, BRASIl-RJ, 1984

abril 25, 2010

cena de Cavalinho Azul, de Eduardo Escorel

O mês de maio no Benedita Cineclube começa com uma sessão para o público infantil.

No próximo sábado, 1º/5, às 16h serão exibidos CAVALINHO AZUL, longa-metragem de Eduardo Escorel, 1984, 94 min e PORTINHOLAS, curta produzido por 150 alunos da rede municipal de ensino de fundamental de Vitória-ES, 2003.

Trata-se do programa 9 da Programadora Brasil que reuniu filmes inspirados na literatura, na pintura e no teatro brasileiro voltados para o público infanto-juvenil e que homenageiam grandes autores do gênero a partir das suas obras: Portinholas, do livro homônimo da escritora Ana Maria Machado, é o resultado de um projeto realizado com 150 crianças da rede pública, pelo Instituto Marlin Azul/Projeto animação, em Vitória- ES. As crianças criaram e animaram o curta que, como no livro, faz uma viagem ao mundo das artes através da pintura de Portinari. O Cavalinho Azul, filme em longa metragem de Eduardo Escorel, baseou-se na peça homônima, escrita pela teatróloga infantil Maria Clara Machado. A obra de Escorel, realizada em 1984, já é considerada um clássico do cinema infantil.

O CAVALINHO AZUL

Sinopse

Era uma vez um menino, chamado Vicente, que tinha um cavalo, para seus pais, um velho pangaré marrom, bem feio e magro. Para Vicente, um lindo cavalo azul. Passando dificuldades, os pais vendem o pangaré para comprar mantimentos. Recuperar ser cavalinho azul é a missão e a aventura de Vicente.

Ficha Técnica

Direção: Eduardo Escorel

Roteiro: Sura Berditchevsky e Eduardo Escorel

Elenco: Pedro de Brito, Ana Cecília Guimarães, Alby Ramos, Carlos Wilson, Ariel Coelho, Breno Moroni, Renato Consorte, Joana Fomm, Nelson Dantas, Carlos Kroeber, Bia Nunes, Maria Clara Machado e Erasmo Carlos.

Empresa(s) Co-produtora(s): Cinefilmes Ltda
Produção Executiva: Eduardo Escorel e Breno Kuperman
Direção de Produção: José Arthur Swartz
Coordenação de Produção: Sonia Faerstein
Direção Fotografia: José Tadeu Ribero
Montagem/Edição: Gilberto Santeiro
Direção de Arte: Maurício Sette
Sound Designer: Virgínia Flores

PORTINHOLAS

Sinopse

Maria Luiza, uma adolescente de 14 anos, descobre no livre “Portinholas” e nos quadros de Portinari o encantamento da vida e do mundo da arte.

imagem do curta Portinholas

Ficha Técnica

Direção: 150 alunos da rede mun. de ensino de fundamental de Vitória – ES
Roteiro: 30 alunos da rede mun. de ensino fundamental de Vitória
Elenco: Vozes: Meiryelle do Rosário e Glecy Coutinho
Empresa(s) Co-produtora(s): Instituto Marlin Azul
Produção Executiva: Beatriz Lindenberg
Direção de Produção: Lucia Caus
Coordenação de Produção: Babriela Nogueira
Montagem/Edição: Ana Rita Nemer e Beatriz Lindenberg
Direção de Arte: Os Alunos
Técnico de Som Direto: Kiko Miranda
Edição Som: Kiko Miranda
Sound Designer: Kiko Miranda
Descrições das Trilhas: Alunos do Projeto Vale Música – Orquestra Jivem e congo na Escola

Outros curtas coordenados pelo Instituto Marlin Azul e desenvolvidos pelos alunos das escolas de Vitória já foram exibidos na MOSCA – Mostra Audiovisual de Cambuquira (www.mostramosca.com.br), como Albertinho, Vitória para mim, Ele e Encontro em Marte.

Prêmios

-IV Festival Brasileiro Estudantil de Animação – Animarte (RJ) – 2005 – 3º Lugar Júri Profissional/ Ensino Médio/Fundamental
-26º Festival de Havana (Cuba) – 2004 – Menção Honrosa
-Cine-Pe – Festival do Audiovisual (PE) – 2004 – Melhor Trilha Sonora Original e Prêmio Especial do Júri/Animação
-FAM – 8º Florianópolis Audiovisual Mercosul (SC) – 2004 – Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Animação em Curta-Metragem de 35mm
-27º Festival Guarnicê (MA) – 2004 – Menção Honrosa

CRÍTICA – Cavalinho Azul

Viagem fantástica pelo universo infantil , por Januário Guedes

O filme O Cavalinho Azul, feito no início dos anos 1980, conserva sua vitalidade estética e o seu interesse narrativo duas décadas depois. Baseado em peça teatral de Maria Clara Machado, autora, diretora e professora de atores do teatro dito ?infantil?, encanta gente de todas as idades. Nas mãos do diretor Eduardo Escorel, este clássico da dramaturgia brasileira transforma-se em cinema da melhor qualidade. Privilegiando a invenção, o filme é um périplo narrativo, ou seja, uma viagem pelo imaginário mítico de uma criança. O roteiro opta por se expressar como esse imaginário e não sobre ele. O resultado é uma obra em que o universo infantil é explicitado em toda a sua complexidade e inocência. Neste universo, podem se misturar, por exemplo, conhecimentos de geografia adquiridos na escola com uma outra geografia ?mental? (que só existe na cabeça do personagem principal, Vicente), o que, nos dias de hoje, poderia ser entendido como um espaço virtual.

O garoto Vicente vive em um sítio no interior e é muito apegado a um cavalo usado em serviço por seu pai. Inconformado com a venda do animal, sai pelo mundo à sua procura. Mundo imaginário, como aquele do circo que encontra no caminho, com uma garota espectadora chamada Maria (que se torna sua amiga), um palhaço boa-praça e músicos-vilões que o acompanham. Nas aventuras atrás do fantástico cavalinho azul, inventado por sua fértil imaginação, Vicente encontra outros personagens pelo caminho, como a Fada (seria uma feiticeira), representada pela própria Maria Clara Machado e o Cowboy. Toda a história é narrada por João de Deus, encarnação do próprio Deus, que intervém no transcurso da narrativa, conduzindo Vicente ao final de sua busca imaginária.

Como complemento do programa, o curta-metragem Portinholas surpreende pela inventividade de seus autores e o curioso de seu enredo. É uma animação, feita por 150 crianças de escolas públicas de Vitória (ES), participantes de oficinas de cinema. O filme é inspirado no livro do mesmo nome, escrito por Ana Maria Machado, e ilustrado por telas do pintor Cândido Portinari. Narra, misturando cenas reais, a história de uma garota que, cansada da violência que vê na televisão, mergulha literalmente no espaço do livro e da pintura de Portinari, caminhando por suas telas que representam o universo infantil, com tudo que tem de encantamento e beleza.

fonte: Programadora Brasil

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TÔNICA DOMINATE, de Lina Chamie e o curta SOFIA, de Alexandre Franco

abril 22, 2010

24 de abril, às 16h no Benedita Cineclube

SINOPSE

Três dias na vida de um jovem musicista.
No primeiro dia, o personagem passa por uma situação de solidão e fragilidade.
No segundo dia, o que era para ser um evento agradável acaba se transformando num pesadelo.
No terceiro dia, o jovem finalmente encontra a plenitude através da música.

Com
Fernando Alves Pinto
Vera Zimmermann
Carlos Gregório
Vera Holtz

Participação especial:
Sérgio Mamberti
Walderez de Barros
Carlos Moreno
Livio Tragtenberg

Roteiro e Direção: Lina Chamie
Produção Executiva: Zita Carvalhosa e Patrick Leblanc
Direção de Produção: Eliane Bandeira, Maria Ionescu e Caio Gullane
Direção de Fotografia: Kátia Coelho
Montagem: Paulo Sacramento
Edição de Som: Ana Chiarini e Eduardo Santos Mendes
Direção de Arte: Ana Mara Abreu
Figurino: Marjorie Gueller

ENTREVISTA COM LINA CHAMIE no site MNEMOCINE


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No mesmo dia 27, será exibido também o curta SOFIA, de Alexandre Franco.

SINOPSE

Sofia vive em um pequeno apartamento com o namorado e ensaia frequentemente com uma banda. Desencantada em seu cotidiano, um novo músico gera a expectativa de solucionar sua crise.

FICHA TÉCNICA

Roteiro/Direção: Alexandre Franco
Produção: Oscar R. Júnior  e Deici Dias
Montagem/Fotografia: Bernardo Garcia
Direção de Arte: Camila Martins
Som: Breno Furtado
Direção de Atores: Luíz Cudo

Elenco:
Débora Rossetto
Marcello Trigo
Igor Lima

Críticas e mais informações sobre SOFIA no blog: http://www.sofiacurta.blogspot.com/

DURVAL DISCOS dir. Anna Muylaert, BRASIL, 2002

abril 14, 2010

17 de abril no Benedita Cineclube

SINOPSE

Solteirão, com jeitão de hippie, tem uma loja de discos e ainda mora com a mãe. Com a chegada do CD, recusa-se a vendê-los, mantendo-se fiel ao vinil. O inesperado aparecimento de uma menina mudará para sempre as vidas de Durval e de sua mãe dominadora, mostrando que tudo na vida tem um lado A e um lado B, como nos LPs.

Ficha Técnica

Direção e roteiro: Anna Muylaert
Elenco: Ary França, Etty Fraser, Mariza Orth, Isabela Guasco, Letícia Sabatella, Rita Lee
Empresa Produtora: Dezenove Som e Imagens e África Filmes
Produção Executiva: Sara Silveira e Maria Ionescu
Direção de Produção: Caio Gullane
Direção Fotografia: Jacob Solitrenick
Montagem/Edição: Vânia Debs
Direção de Arte: Ana Mara Abreu
Figurino: Marisa Guimarães
Técnico de Som Direto: Romeu Quinto e Geraldo Ribeiro
Edição Som: Miriam Biderman
Mixagem: Jose Luiz Sasso
Trilha Musical: André Abujamra.

TRAILER

MAKING OF

BETE BALANÇO

abril 4, 2010

No próximo sábado, dia 10 de abril, sempre às 16h, o Benedita Cineclube exibe Bete Balanço.

O longa-metragem de estréia de Lael Rodrigues é o primeiro de uma trilogia composta por Rock Estrela e Rádio Pirata deu voz a geração oitentista do rock nacional: Barão Vermelho, Lobão, Banda Brylho, Manhas e Manias, Celso Blues Boy e Metralhatxeka. Cultuado na época do seu lançamento por um público sedento por consumir rock numa era pré-MTV e anterior à popularização do vídeo-clipe, o filme é conduzido pela batuta musical de Irapuã Jardim (direção de gravação) e Roberto de Carvalho (mixagem). Além da cena musical brasilera da chamada “década perdida”, o filme recupera também imagens da cidade do Rio de Janeiro pós-ditadura e pós-desbunde que marcaram os anos 80. A capital carioca é apresentada como um cartão postal que ultrapassa o fundo para as ações dos personagens e se apresenta como uma verdadeira personagem da trama.

SINOPSE

Bete é uma garota de Governador Valadares, recém aprovada no vestibular e cantora eventual do bar da cidade. Liberada na relação sexual com o namorado, curte teatro e sonha com um espaço maior para o seu prazer, na batalha do trabalho e da vida. A música atrai Bete para o Rio de Janeiro, pouco antes de completar 18 anos. Tudo o que experimenta, então, é uma inevitável sucessão de coisas boas e más.

O filme tem no elenco Débora Bloch, Lauro Corona, Maria Zilda, Diogo Vilela, Hugo Carvana, Arthur Muhlenberg, Jessel Buss, Duse Nacarati, Eleonora Rocha, Marcus Vinicius, Cláudio Moreno, Andréa Beltrão, Cláudio Baltaf, Lobão e os Ronaldos, Metralhatxeca e Celso Blues Boy.

Participação especial: Maria Zilda, Cazuza e Barão Vermelho.

FICHA TÉCNICA

Título: Bete Balanço
Duração: 72 min e 0 seg.
Ano: 1984
Cidade: Rio de Janeiro UF(s): RJ País: Brasil
Gênero: Ficção / Subgênero: Suspense

Classificação indicativa: 14 anos

EQUIPE

Direção: Lael Rodrigues
Roteiro: Lael Rodrigues e Yoya Wurch
Empresa(s) Co-produtora(s): CPC – Centro de Produção e Comunicação Ltda.
Produção: Carlos Alberto Diniz
Produção Executiva: Tizuka Yamazaki
Direção de Produção: Walter Schilke
Direção Fotografia: Edgar Moura
Montagem/Edição: Lael Rodrigues
Direção de Arte: Yurika Yamasaki
Trilha original: Cazuza e Roberto Frejat

“Quem tem um sonho não dança”
por Glênio Nicola Povoas.

Mesmo com um roteiro simples, este é um dos raros filmes brasileiros a buscar diálogo com público na faixa dos 18 anos, e por isso foi muito importante para os jovens da época. A trama melodramática apresenta alguns temas com sensibilidade, como a homossexualidade, na relação entre Bete e Bia; ou a do amigo Paulinho. Também procura engajamento social com a história das fotos do linchamento num Brasil pós-Abertura. Bete Balanço funciona também como espelho da geração 80 e seus modismos, expressões, desejos, sonhos.

Débora Bloch interpreta o papel-título. Este foi o seu segundo filme; antes trabalhou em Noites do Sertão (1984). Por sua participação nos dois foi escolhida a melhor atriz de 1984 pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Lobão, que naquela época era acompanhado d’Os Ronaldos, aparecem cantando “Me chama”. E o Barão Vermelho participava em sua formação original: Cazuza – voz, Roberto Frejat – guitarra, Dé – baixo, Guto – bateria, Maurício Barros – teclado. Cazuza também é ator do filme, interpretando o personagem Tininho, e com Frejat compôs especialmente duas canções para o filme: “Bete Balanço” e “Amor, Amor”, dois sucessos instantâneos, lançados em compacto simples (Som Livre) três meses antes da estréia do longa; a trilha completa saiu em LP (Som Livre, 1984).

O diretor Lael Rodrigues, paulistano de nascimento (1951), era mineiro de criação. Estudou arquitetura na Universidade de Brasília e cinema na Universidade Federal Fluminense. Da sociedade com Tizuka Yamasaki, Carlos Alberto Diniz, José Frazão e Mendel Rabinovich criou o CPC – Centro de Produção e Comunicação – que vai produzir filmes como J. S. Brown, o Último Herói (1978, Frazão) e Patriamada (1985, Yamasaki). Foi diretor de diversos curtas-metragens desde 1973. Montador de Se segura malandro (1978) e Bar Esperança (1983), ambos de Hugo Carvana ou de Gaijin, Caminhos da Liberdade (1980) e Parahyba Mulher Macho (1983), ambos de Yamasaki. Assina também a montagem de seu longa de estréia, Bete Balanço, grande sucesso de público desde o lançamento no Rio de Janeiro em 30 de Julho de 1984. Lael Rodrigues faleceu em 1989.

Fonte: Programadora Brasil